Dec 28, 2006

Gracinha Copacabana....

.... Estrela dalva, india poti, india amazonense, fatima boa viagem, sueli pingo de ouro, valeria mon amour, esther bem me quer, regina polivalente, dayse cristal, cristina azul, sandra perola negra, bia ze colmeia, sarita catatau, lia hollywood, leda zepelin, fernanda terremoto, graça portelao, gleice maravilha, sandrinha radical, rosane da camiseta, erica selvagem, chininha, cleopatra, aninha, lucinha ti ti ti, sandra veneno, glaucia sued, jussara, sandrinha toda pura e geni. Jah descobriu o que eh, right? A lista de todas as chacretes que jah passaram pelo cassino do chacrinha! E, eh claro, a ultima que eu deixei de fora pra nao entregar logo do comeco: rita cadillac! :o)
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Nov 27, 2006

Nov 19, 2006

Carne? Massa? Frango?

Aeromoça: almoço?
Eu: quais são as opções?
Aeromoça: sim ou não...
(e além disso, serviram haagen dazs de vanilla enquanto eu dormia.... humpf!)
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Nov 18, 2006

Enfim....

.... acaboooouuuuu!!!!!! (ufa!)
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No trem, de Paris a Nice, sul da frança...

... e ouvindo as estorias do Oren - guitarrista de meshell. 42 anos, judeu, quase careca (a linha da testa ficou com cabelo, o resto se foi - vai entender a piadinha de mal gosto que deus pregou nele), recem-"terminado" com a namorada de 15 anos, por falta de sexo - ou "quase" falta de sexo, como diz ele. E nao sabe o que faz: quase dói o quão duro ele tenta... E, claro, nao chega a lugar algum.

Oren: eu quero mais que sexo com alguem, quero saber que vai durar...
Meshell: deixa acontecer primeiro, pra depois se preocupar com isso...
Oren: mas eu quero trepar tambem....
Meshell: por isso mesmo - relaxa, deixa acontecer....
Oren: é que eu me pego sendo o único a conversar na estoria toda, pra que a conversa nao fique boring - converso pra ver se no final eu durmo com ela
Eu: tem funcionado?
Oren: not really
Eu: então relaxa, fala menos, se diverte mais, que vc acaba se passando por mais atraente
Oren: nao consigo - eu olho pra alguem no metro que eu acho bonita, e já fico imaginando se vai dar certo, se vai durar pra sempre, esse tipo de coisa.... Nao consigo relaxar...
Eu: a proxima vez, faz o seguinte: imagina que ela tem um pinto. Garanto que vai deixar de pensar em long term relationship...

.... ou não.....


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Nov 17, 2006

Comecar de novo....

... E entre tantas viagens, me pego nao escrevendo aqui - por nao ter acesso livre à internet on the road.... E, do nada, lembro do meu potente (e potável) blackberry: comoassim, nao tem acesso?
... e o dia nasceu feliz....

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pois é...


Nov 2, 2006

minha vó...


... foi atrás da minha irmã caçula... que era o que ela queria faz pouco mais de um ano... e agora, as duas, de novo assim...

Oct 24, 2006

meio intelectual, meio de esquerda...


De Antonio Prata (via whois cintia)

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda,adoramos ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. "Ô Betão, traz mais uma pra gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins, que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma ali mesmo. Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo. Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos:os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz. Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil! Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?). -Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

Oct 23, 2006

Oct 18, 2006

someone I know...


toby lightman

... go there, and help her "make it"... she rocks!

Oct 1, 2006

Aug 16, 2006

From Amsterdam...

... blogs are dumb...
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Aug 7, 2006

Aug 3, 2006

Life...

... Eu nao ganho muito... Embora nao ganhe pouco... Mas estou trabalhando agora - deitado na praia de zambujeira do mar, duas horas e meia sul de lisboa, um monte de gente bonita por volta - meia hora atras eu estava com meu "uniforme" de trabalho: calcao, camiseta e chinelos havaianas (as legitimas)... posso reclamar de alguma coisa?? :o)
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Jul 30, 2006

Luís Nassif - o Padrão JK

Para uma avaliação exemplar do governo Juscelino Kubitschek, antes que ele seja beatificado, e sem pretender que seja demonizado, sugere-se a leitura dos dois depoimentos de Casemiro Ribeiro, ex-Sumoc, dados ao CPDOC da Fundação Getulio Vargas no final dos anos 80.Casemiro foi um dos primeiros economistas públicos, funcionário de carreira da Sumoc (Superintendência de Moeda e Crédito), responsável por boa parte da construção monetária brasileira, desde a parte monetária do Plano Trienal de Celso Furtado, no governo Jango, até contribuições à Lei de Mercado de Capitais, no governo Castello Branco.O ponto central de seu depoimento é quando tenta convencer JK a reajustar tarifas, corrigir o câmbio e conter emissões monetárias. "À medida que o senhor permite que a tarifa de avião Rio-São Paulo seja igual à tarifa de ônibus, o número de pessoas que anda de avião ou que manda transportar carga pesada por avião é uma brutalidade. Estamos importando avião e nos endividando." JK alegava que o Brasil precisava de aviões, e ia além: "Você vai aumentar as tarifas, vai aumentar o custo de vida; vai aumentar o transporte de avião, e vai ser uma aberração da gasolina, ih, rapaz, vou ser crucificado!". "O senhor vai pagar o subsídio de onde?", insistiu Casemiro. "O preço, sendo mais baixo, vai ser usado mais do que o necessário, o senhor vai desequilibrar o balanço de pagamentos e vai ter que emitir e fazer uma expansão monetária, elevando o custo de vida."Então, ele disse essa frase notável de político, conta Casemiro: "Casemiro, você não tem sensibilidade política. (...) Pode ser que, em eu emitindo para cobrir déficit de serviço público, provoque uma emissão monetária e isso seja tão inflacionário ou até mais do que o impacto dos custos. Mas há diferença política enorme. Quando há emissão de papel-moeda para atender às atividades econômicas, todo mundo bate palmas". Casemiro disse: "Mas dinheiro não é capital, não é renda.". Ele retrucou: "Mas ninguém sabe disso, ninguém sabe. (...) Outro dia o senador Vivácqua disse: "Falta dinheiro neste país. Vejam o dinheiro per capita nos Estados Unidos e o dinheiro per capita do Brasil'". Casemiro insistiu: "A comparação está toda errada".Juscelino respondeu, encerrando a discussão: "Pode ser que esteja errada, mas só você, o Roberto, o Lucas e mais uma meia dúzia de pessoas sabem. (...) Quando os preços sobem, o pessoal xinga o português da quitanda. (...) Agora, quando é por decreto, como no aumento da gasolina... (xinga o governo) Se eu fizesse no início do governo, eu poria a culpa no governo anterior. O próximo governo vai poder fazer -guardem esses pareceres todos e não joguem fora não, porque eu acho que faz sentido. (...) Essa vocês vão vender ao governo do Jânio. Ele vai se candidatar, vai ganhar e vai aceitar todas essas idéias de vocês. Com aquele tipo carismático, ele vai tocar pau no meu governo mesmo, e vocês vão poder apresentar".Jânio, de fato, herdou uma economia em frangalhos, apesar dos "50 anos em 5".

Jul 27, 2006

Como é bom ser homem....

* 1 . Uma viagem de cinco dias requer apenas uma mochila.**
2. Conversas telefônicas acabam em 30 segundos ou menos.
* *3. Nada de filas para o banheiro.**
4. Você consegue abrir as tampas dos potes.
* *5. Ao passear pelos canais da TV, você não tem que parar quando vê
alguém chorando.**
6. Todos seus orgasmos são verdadeiros.
7. Você não tem que carregar uma bolsa cheia de tralha pra cima e pra
baixo.
* *8. Você pode ir ao banheiro sem um grupo de apoio. *

* 9. Se seu trabalho é criticado, você não fica achando que todo mundo lhe
odeia.**
* *10. Você economiza tempo e dinheiro lavando a roupa de 3 em 3 semanas.**
11. Fazer sexo não deixa você preocupado com sua reputação.
12. Se alguém esquece de convidar você para alguma coisa, é apenas um
esquecimento, e não evidência de que odeiam você.**
13. Você não tem que fazer a barba abaixo do pescoço.
14. Nenhum dos seus colegas de trabalho tem o poder de fazer você chorar.
* *15. Se você tem 34 anos e é solteiro, ninguém liga.**
16. Chocolate é um alimento como qualquer outro.
17. Flores resolvem tudo.
18. Você não tem que se preocupar em "ferir os sentimentos" dos outros a
cada telefonema pronunciado.
19. Você consegue estacionar em vagas que têm menos de 2.5 vezes o
comprimento do seu carro.
* *20. Ana Maria Braga inexiste no seu universo.**
21. A revista "Caras" inexiste no seu universo.
22. Você não tem compulsão de arrumar sua casa inteira em 15 segundos
quando alguém toca a campainha.
* *23. Os mecânicos lhe dizem a verdade.**
24. Você está se lixando se alguém percebe ou não que você cortou o cabelo.

25. Se você está assistindo a um jogo com um amigo seu e ele está no mais
absoluto silêncio por 45 minutos, é porque o jogo está bom, e não porque ele está de mal com você.**
* *26. O mundo é seu mictório.**
27. Você não depende do seu cônjuge para programar videocassete.
* *28. Cera quente e suas partes íntimas estão sempre a uma distância
respeitável.**
* *29. Cabelos brancos e rugas somam charme.**
30. Ninguém fica olhando para seu peito enquanto conversa.
* *31. Você tem um relacionamento absolutamente normal com sua mãe.**
* *32. Você pode comprar camisinhas sem que o balconista faça aquela cara
de visão de raios-X".*
* 33. Se você diz que vai ligar para um amigo e não liga, ele não fica
choramingando e os outros não formam um comitê para solucionar o problema.**
34. Você não tem medo da velhice.
35. Você não tem que dispensar uma oportunidade de fazer sexo.
* *36. Filmes pornô são projetados especificamente para SUA mente.**
37. Você não tem que se lembrar dos aniversários de casamento e nascimento
de todo mundo.
38. Ter antipatia por ela não o impede de fazer sexo com ela.
* *39. Quando se encontra com os amigos, você sabe que não vai enfrentar a
frase "Então, está notando algo diferente em mim?".**
40. Seus amigos não o obrigam a falar sem ter sobre o que falar.
41. A continuidade do Universo não depende da roupa de cama ser trocada
todo dia.
42. Ter barriga não o impede de usar camiseta.
43. Você se diverte com listas politicamente incorretas na internet que
deixam elas espumando de raiva. *

* Quando elas fazem uma lista esculhambando os homens, você também se
diverte.*

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Jul 23, 2006

Jul 18, 2006

Jul 15, 2006

Jul 13, 2006

Jul 12, 2006

Paulo Ricardo se candidatando a deputado...

... e depois perguntam por que eu nao volto ao brasil...
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Prince...

... meu pai gostava de "purple rain"...
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Jul 8, 2006

nego "summer or bust"

"if you don't have a dog - at least one - there is not necessarily anything wrong with you, but there may be something wrong with your life..."
Vincent Van Gogh

uma das coisas mais bonitas que já li sobre vida de verdade...

Jul 2, 2006

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começar de novo...

"Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da Pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do Presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmulas e símbolos diversos do esperado e exigido título de campeões do mundo, e já agora destinados à ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros de edifícios, removendo os destroços da esperança; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas…"

Este texto é de um craque, um craque imortal: Carlos Drummond de Andrade, que, além de vestir a camisa 10 da poesia brasileira, era vascaíno. Drummond escreveu este texto, tão absolutamente atual, em seguida à derrota do Brasil para a Itália na Copa de 1982. E acrescentou uma lição que vale aprender neste 1º de julho de 2006:

"Chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida. Tanto quanto a vitória, estabelece o jogo dialético que constitui o próprio modo de estar no mundo. Se uma sucessão de derrotas é arrasadora, também a sucessão constante de vitórias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados pós-voluptuosos, que inutiliza o indivíduo e a comunidade atuantes. Perder implica remoção de detritos: começar de novo"

Roberto Benevides